Quando o assunto é endurance, precisamos considerar como determinantes para a performance 3 parâmetros fisiológicos:

  • Consumo máximo de oxigênio (VO2 max)
  • Limiar anaeróbico 
  • Eficiência (Economia de Corrida)
 Consumo Máximo de Oxigênio

Em primeiro lugar está o consumo máximo de oxigênio, que é a capacidade máxima do organismo para transportar e consumir o O2 pelos músculos, o que é determinante para gerar energia aeróbica. Quanto mais O2 o nosso corpo conseguir transportar e consumir, melhor será a disposição aeróbica.

Limiar Anaeróbico

Em seguida vem o limiar anaeróbico, que é o maior consumo de oxigênio ou ritmo de intensidade que pode ser mantido em provas de longa duração, seu equilíbrio é determinante para evitar a fadiga.

Eficiência

Já a eficiência está relacionada ao gasto energético necessário para, por exemplo, correr em determinadas velocidades. Quando se trata de atletas que competem em alto nível, pode-se considerar que eles possuem um gasto energético menor para alcançar e se manter em determinadas velocidades, portanto são considerados corredores eficientes e quanto mais eficiente for o atleta, menor será o gasto energético do mesmo durante o exercício de endurance. Alguns fatores podem influenciar a eficiência de um atleta, um desses fatores são as características antropométricas e morfológicas.

Variáveis Antropométricas

Da mesma forma que esses três parâmetros fisiológicos citados acima, alguns estudos investigaram variáveis antropométricas que também poderiam influenciar no desempenho de endurance. Diversos estudos descreveram que, dentre essas variáveis, o percentual de gordura foi o que mais se destacou como determinante para a performance de endurance.

Percentual de gordura corporal

Baixas quantidades de gordura corporal mostraram ser vantajosas para tempos de corrida mais rápidos em atletas. Um estudo feito por Hetland et al demonstrou que a gordura corporal local e total teve influência no desempenho de corredores de longa distância em um teste feito em esteira. Da mesma forma outro estudo, dessa vez feito por Eston et al, confirmou que em corredores, o excesso de tecido adiposo geralmente requer maior esforço muscular para acelerar as pernas o que poderia gerar um gasto energético maior quando comparado à atletas com menor quantidade de gordura corporal na mesma velocidade.

Performance e composição corporal

Sendo assim, podemos dizer que a redução do excesso de peso traz melhorias na performance pois, uma pessoa com menos quantidade de gordura corporal, pode melhorar a capacidade aeróbica e aumento do VO2, isso porque o excesso de gordura corporal pode elevar a frequência cardíaca e, consequentemente, o consumo de oxigênio, além de elevar a temperatura corporal durante o exercício e gerar um gasto energético maior, sem contar a pressão exercida sobre ossos e articulações durante o exercício.

Portanto, a mudança da composição corporal tem influência sim na performance. É importante manter o percentual de gordura em níveis adequados para a prática da modalidade, pois isso contribuirá para que o atleta baixe as necessidades de oxigênio e reduza o consumo de energia durante o endurance, contribuindo para uma melhora na velocidade e ritmo.

Como a nutrição esportiva pode ajudar

No entanto, é sempre bom lembrar que fatores como nutrição, herança genética e estilo de vida, podem ter uma influência adicional no desempenho em geral. Um planejamento dietético feito por profissionais qualificados pode auxiliar na melhora da performance do atleta, contribuindo para baixar os níveis de gordura corporal e, consequentemente, contribuir para a melhora de parâmetros fisiológicos. Em conclusão, o acompanhamento com nutricionista pode trazer benefícios em relação à composição corporal, como redução de percentual de gordura e também através de uma periodização nutricional adequada, que acompanha o calendário de competições e os momentos do treinamento.

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Foto da nutricionista Camila, quanto mais leve melhor a performance no endurance

Camila Serrano

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, pós-graduanda em Nutrição Esportiva e Estética pela Plenitude.
Gosta da área de esportes em geral, mas o coração bate mais forte quando assunto é futebol!



Referências:
  1. TANDA G, KNECHTLE B. Effects of training and anthropometric factors on marathon and 100 km ultramarathon race performanceOpen Acess Journal of Sports Medicine. 2015. 6: 129-136. doi: 10.2147 / OAJSM.S80637. 
  2. BOULLOSA D., et al. Factors Affecting Training and Physical Performance in Recreational Endurance RunnersEsportes (Basel, Suíça), 8 (3), 35.
  3. HOFFMEISTER, Aline Dors et al . Endurance muscular inspiratória em indivíduos obesos e eutróficos. Fisioter. Pesqui.,  São Paulo ,  v. 25, n. 4, p. 438-443,  dez.  2018 .
  4. BERRYMAN, N. et al. Strength training for middle-and long-distance performance: a meta-analysis. International journal of sports physiology and performance, v. 13, n. 1, p. 57-64, 2018.
  5. SIMÕES, L. B. Respostas fisiológicas e da performance em exercícios de corrida em intensidades máxima e supramáxima. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2016.